p6p17p326p508 PRESIDENTE DO IDT APRESENTOU RELATÓRIO ANUAL DE LUTA CONTRA A DROGA 2003 Nuno Freitas divulgou Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências O Presidente do Conselho de Administração do Instituto da Droga e da Toxicodependência, Nuno Freitas, apresentou hoje de manhã, no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, o “Relatório Anual 2003 – A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências”, documento que compila os dados estatísticos referentes à política e actividades desenvolvidas pelo IDT nos últimos anos.

Na presença de todo os membros do novo Conselho de Administração do IDT - Emídio Guerreiro, Ana Maria Malho e Maria Alice Silveira e Castro – Nuno Freitas procedeu ao resumo das linhas gerais do documento com os deputados dos diferentes grupos parlamentares como audiência, realçando, em primeiro lugar que esta apresentação «é não só uma obrigação do IDT, mas também um velho hábito que o Instituto quer  ver retomado”.

«Este longo e extenso documento, que reúne dados provenientes do IDT e também de outros organismos e departamentos públicos e não públicos, é um excelente elemento de análise relativamente à luta contra a toxicodependência em Portugal e na comparação com dados que chegam do estrangeiro”, frisou.

Nuno Freitas estabeleceu as linhas gerais do estudo hoje apresentado para discussão pública. Em primeiro lugar, o Presidente do IDT realçou o “enorme esforço efectuado pelo IDT para publicar ainda em Setembro este Relatório, factor fundamental na política do Instituto, visto que era urgente proceder a uma avaliação pública daquilo que tem corrido bem ou mal em termos de drogas no nosso país, situação possível somente através de dados reais e fidedignos”.

De seguida, foram enunciados os aspectos positivos que resultam da  análise do documento, bem como a referência aos pontos em que a luta contra precisa de ser melhorada. Nuno Freitas destacou a diminuição dos casos registados de doenças infecto-contagiosas entre a população toxicodependente portuguesa, a extinção das listas de espera no Tratamento e a melhoria das acções de combate ao tráfico como pontos animadores nos resultados do Relatório. “Em termos de saúde pública, existem neste documento dados positivos e dados negativos a realçar. A diminuição de casos de SIDA e Hepatite B entre a população consumidora de drogas em Portugal é o primeiro aspecto animador a apontar. Tem havido um decréscimo e uma estabilização consistente destas situação, já que podemos ver que os números referentes aos casos de SIDA, por exemplo, baixaram de 68 para 42 por cento nos últimos anos. Este estudo mostra-nos também que existe cada vez mais uma melhor acção no combate ao tráfico de droga em Portugal, muito por culpa dos esforços conjugados de todas as forças policiais. Não podemos deixar de notar que 2003 foi o primeiro ano em que não registámos listas de espera nas consultas para tratamento. Esta realidade pode indicar-nos que os casos de heroína estão a baixar, o que também nos alerta para o aparecimento de novos padrões de consumo.”

Os novos padrões de consumo que emergem entre os jovens de hoje em dia constituem assim a conclusão menos agradável retirada do Relatório e a grande preocupação de futuro para o IDT. “O estudo dos dados e a realidade actual mostram tendências para novos padrões de consumo, aparecimento de novos comportamentos quanto ao tipo de substâncias consumidas. Drogas como a cannabis, o ecstasy e a cocaína aparecem cada vez mais e atingindo uma população cada vez mais jovem”.

Para finalizar, Nuno Freitas não quis deixar de indicar quais os rumos que o IDT tomará nos tempos mais próximos. “Em jeito de nota geral, quero dizer que até final do ano decorre uma análise rigorosa interna e externa para tudo o que foi feito na luta contra a droga. No início do próximo ano, a par da Nova Estratégia Europeia para o período de 2005 a 2012, a ser aprovada em Dezembro próximo, faremos uma revisão da nossa política anti-drogas, para encontrarmos um conjunto de propostas inovadoras, assentes em princípios técnico-científicos bem delineados. Temos de ser sólidos, aproveitando o que já existe no Instituto mas também encontrando novos caminhos no combate à toxicodependência em Portugal”. 1 data 30-09-2004 16:03:51 152553831 sim sim