p6p17p326p486 II ENCONTRO NACIONAL PLANOS MUNICIPAIS DE PREVENÇÃO DAS TOXICODEPENDÊNCIAS VISEU
1 e 2 de JULHO
Instituto Superior Politécnico
Autarquias desempenham papel essencial na aproximação aos cidadãos VISEU
1 e 2 de JULHO
Instituto Superior Politécnico

Autarquias desempenham papel essencial na aproximação aos cidadãos

O II Encontro Nacional Planos Municipais de Prevenção das Toxicodependências, Congresso promovido pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) terminou esta sexta-feira no Instituto Superior Politécnico, em Viseu, uma iniciativa que reuniu 450 técnicos e que se inseriu num contexto abrangente de reflexão sobre esta medida de intervenção em Prevenção Primária, após um período de implementação de três anos que envolve técnicos de intervenção autárquica, ONG’s e técnicos do IDT.

Os trabalhos começaram bem cedo, pelas 9.30 horas, com a intervenção de Fernanda Feijão sobre o tema “Inquérito Nacional em Meio Escolar: Susceptibilidade Face à Droga e Assimetrias Geográficas”. De seguida tiveram lugar vários workshops, distribuídos pelas várias salas das instalações do Instituto Politécnico de Viseu, subordinados ao tema “Planear e Enquadrar para Prevenir”. A primeira parte de mais seis workshops deram continuidade ao encontro até à hora de almoço, tendo estes como temática principal “As Boas Práticas em Prevenção Primária”.

Depois do intervalo para almoço realizou-se a segunda parte dos workshops referidos até à Conferência Final, na qual Luís Moreno, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dissertou acerca do “Poder Local e o Desenvolvimento Integrado”.

O II Encontro Nacional Planos Municipais de Prevenção das Toxicodependências cessou os seus trabalhos com a Sessão de Encerramento, que contou com a presença de Fernando Mendes e Daniel Polónio, Vogais do Conselho de Administração do IDT, de António Felisberto, Delegado Regional do Centro do IDT, Henrique Almeida, representante do Governador Civil de Viseu, e Paula Marques, Directora Coordenadora do Departamento de Prevenção do IDT.    

A mensagem transmitida pelo IDT, pela voz dos seus dois Vogais do Conselho de Administração presentes, teve por base a ideia de que o envolvimento das autarquias é essencial na aproximação aos cidadãos. “A proximidade das Câmaras aos cidadãos é um facto iniludível. Assim como é indiscutível que a contiguidade do poder de decisão e das pessoas directamente interessadas nos resultados constitui uma boa aliança para a resolução dos problemas. Se começam a avolumar-se problemas como o desemprego, a pobreza ou a toxicodependência, a autarquia tem por obrigação ser a promotora de uma intervenção imediata, tendo por referência um modelo de progresso social uma política de inclusão social. É preciso que se pense de forma global, mas é igualmente preciso dar atenção ao individual, que tem dificuldade em projectar-se plenamente como pessoa, como cidadão de corpo inteiro.”

O IDT considera indispensável uma prevenção implementada a nível local. “As autarquias devem envolver-se em projectos de prevenção, já que, como é sabido, é melhor prevenir que remediar. É também por isso que o IDT apoia e estimula o empenhamento autárquico, promovendo o envolvimento das Câmaras Municipais na prevenção do consumo de drogas. Porque acreditamos num prevenção que organiza localmente, que surge do seio das populações. São elas que sabem melhor do que ninguém qual o alvo a atingir e de que meios dispõe a comunidade para serem mobilizados num determinado projecto. Mais ainda, conseguem evitar a sobreposição de acções e são doutamente sábias na aplicação dos sempre escassos recursos. Este envolvimento das autarquias é tanto mais oportuno quanto o fenómeno da droga se encontra actualmente a deslocar-se para o interior de Portugal, isto para não mencionar que o Plano de Acção Nacional – Horizonte 2004 define os Planos Municipais de Prevenção das Toxicodependências como um dos eixos principais e prioritários da intervenção em meio comunitário.”          

As acções a nível Municipal têm sofrido um aumento de actividade considerável. “Temos assistido a uma dinâmica nas actividades dos Municípios, que se manifesta hoje numa multiplicidade de projectos diferentes, de norte a sul do país, enquadrados em diferentes PMP’s. Neles encontramos acções preventivas orientadas para crianças, famílias, meio escolar, educação para a saúde, ocupação de tempos livres e situações de abandono escolar. A prevenção primária exige um conjunto de intervenções contendo uma rede de projectos para que a teia social sirva de protecção e seja mais eficaz que a teia dos traficantes de droga. Esta rede social criada com os PMP das Toxicodependências vai reforçar as outras teias constituídas no desenvolvimento da política nacional de prevenção da droga.”  

A finalizar, os responsáveis do IDT não deixaram de sublinhar a importância de encontros deste tipo. “Se não fossem encontros de reflexão como este talvez a prevenção primária desenvolvida pelos municípios continuasse a ser apenas conhecida apenas por quem empenhadamente se esforça neste domínio. O que nos motivou a promover este encontro foi a preocupação de melhor servir os objectivos preventivos, criando uma oportunidade para a permuta de opiniões e de troca de experiências entre todos quantos diariamente se interessam nos seus municípios em desenvolver projectos de prevenção. É na avaliação dos projectos que conseguimos aperfeiçoar métodos e acções, descobrir novos meios e caminhos, para ensinar os mais jovens a fazer opções de vida que não comprometam o seu futuro.” 1 data 05-07-2004 09:51:13 145014673 sim sim