p6p17p326p374 Programa de SUBSTITUIÇÃO COM METADONA 5 ANOS DE EXPERIÊNCIA 5 ANOS DE EXPERIÊNCIA

Em 1998, o Ministério da Saúde, através do Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência (SPTT), convidou a Ordem dos Farmacêuticos (OF) e a Associação Nacional das Farmácias (ANF) a colaborar no âmbito dos Programas de Substituição com Metadona.

O respectivo Protocolo de Colaboração entre aquelas três entidades foi subscrito a 3 de Junho de 1998, tendo-se revelado, desde o primeiro momento, do mais vasto alcance.

Com efeito, a colaboração entre o SPTT, a OF e a ANF permitiu alargar muito significativamente a rede de acompanhamento dos doentes, facilitando a acessibilidade à terapêutica e melhorando a aderência ao tratamento.

Através da participação das farmácias, foi assim possível constituir uma rede mais alargada de distribuição de metadona e acompanhamento dos doentes, funcionando em complementaridade e articulação com as estruturas do Ministério da Saúde - os CAT’s.

O Programa conheceu uma primeira fase de ensaio-piloto, com a duração de seis meses. Este ensaio decorreu em 23 farmácias em colaboração com os CAT de Leiria, Taipas, Xabregas, Santarém e Olhão.

Concluído o ensaio-piloto, procedeu-se a uma avaliação do Programa. Os resultados obtidos foram considerados muito positivos, o que permitiu evoluir em Maio de 1999 para outras zonas do País. Desta forma, foi decidido alargar o Programa a 25 CAT, de 11 distritos diferentes.

Neste programa, os farmacêuticos assumem um papel fundamental no domínio da promoção da saúde pública, como, de resto, já sucede há dez anos com o programa de troca de seringas, de reconhecido êxito a todos os níveis.

Ao longo dos últimos cinco anos foram ministrados 22 cursos de formação para farmacêuticos, permitindo a integração no Programa de 313 farmacêuticos, de 260 farmácias.

Destas 260 farmácias, 161 estão já a administrar metadona, nos 11 distritos, aos  404 doentes indicados pelos CAT .

Até 31 de Dezembro de 2003, o Programa integrou 993 doentes, criteriosamente escolhidos pelas equipas terapêuticas dos CAT entre os indivíduos que estão integrados há já algum tempo em programas de recuperação e perfeitamente estabilizados na terapêutica.

A análise dos dados do Programa indica que este universo de doentes é maioritariamente composto por homens (73 %), com idades entre os 20 e os 61 anos. Mais de metade dos doentes encontram-se em situação laboral regular (62 %).Os doentes sem trabalho representam 35 %, sendo que os restantes 3% se encontram a estudar, a frequentar cursos de formação profissional ou estão já aposentados.

O envolvimento das farmácias neste Projecto não se limita à administração de metadona, já que os farmacêuticos garantem também o controle analítico da matéria-prima, através do Laboratório de Estudos Farmacêuticos da ANF (LEF).

O Centro Tecnológico do Medicamento da ANF (CETMED) desenvolveu a formulação de cloridrato de metadona que está a ser utilizada pelas farmácias e pelos CAT.

Ao abrigo de um protocolo de colaboração assinado em Junho de 1998 entre o   SPTT e o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, este último produz a solução de Cloridrato de Metadona, assegurando igualmente a sua distribuição às Direcções Regionais e, através destas, aos CAT de todo o País.

A distribuição da solução  pelas farmácias é assegurada,  gratuitamente, pelas Cooperativas de Distribuição Farmacêutica: Codifar, Cofarbel, Cofanor, Cooprofar, Farbeira, Farcentro e União dos Farmacêuticos, representados pela FECOFAR - Federação de Cooperativas de Distribuição Farmacêutica, evidenciando também estas um espirito de colaboração digno de destaque.

Com o novo Protocolo hoje subscrito, o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) dá continuidade ao projecto, integrando um novo parceiro – o INFARMED – com a função de garantir todo o enquadramento legal do Programa. Paralelamente verifica-se ainda um alargamento a novas substâncias – Buprenorfina e Naltrexona – consagradas em novos Protocolos. 1 data 20-01-2004 09:46:04 130239964 sim sim